Que inquietação profunda, que desejo de outras coisas,

Que nem são países nem momentos, nem vidas,

Que desejo talvez de outros modos de estados de alma

“Umedece interiormente o instante lento e longínquo!

                                                                       Álvaro de Campos

   E assim o autor Fernando Luiz  Cipriano faz abertura do conto Helenas, no livro: A Mulher Lagarto e outras Histórias, que originou a peça, a ser colocada em cena sobre o tema TDI (Transtorno Dissociativo de Identidade).

   A Obra é fruto de um dos casos que o próprio autor/psicólogo, clinicou junto a sua equipe nos plantões psicológicos.

   HELENA, uma paciente com seis personalidades distintas, foi espaço para que o autor pudesse escrever o conto e o caso mexeu tanto com a equipe envolvida, que ele sentiu a necessidade de ver a obra ganhando vida no palco, por isso, o convida para que

“…Veja o que a mente humana é capaz de produzir, isso é um espetáculo…”

“…Veja como é bonito o funcionamento da mente e olha a necessidade de cuidar bem, não há outra escolha, a outra escolha é sempre de sofrimento, ou cuide ou sofra!…”

   “…Que mulheres existem em você mulher, que mulheres existem nas mulheres que se relacionam com os homens, o que é saudável nisso, o que é patológico nisso, como isso pode ser compreendido…”

   Todas essas indagações vão ganhar vida em cena, com o elenco que usará a sua alma para interpretar as personagens…

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